São momentos conflitantes, difíceis e por vezes dolorosos da separação. Encontramos jeito de lidar com as emoções das mães se tentarmos antecipar sentimentos e inquietações que exista ou que poderiam existir neste processo inicial e que poderiam ser resolvidos facilmente.
Impressões, dúvidas e medos deveriam ser abordados no período de matrícula:
É preciso esclarecer às mães que as crianças não têm, certamente o mesmo atendimento que tem em casa porque, num ambiente coletivo se estabelecem outros tipos de relações muito diferentes das relações entre mãe e filho ou (babá x criança), porém há outros ganhos. A inserção no coletivo traz vantagens para a sua formação tais como: a possibilidade de conviver com crianças e adultos diferentes, de conquistar maior autonomia e de aprender a resolver problema que só são impostos por uma realidade diferente da familiar.
Mas não resta dúvida: quando precisa da intervenção de um educador para mediar ou em último caso resolver a situação, certamente será feita.
Outro motivo de insegurança é quando ainda usam fralda. Como é feita a troca? E a inserção com o vaso sanitário? Como são todas as crianças lanchando? A lancheira foi suja de suco.
Percebo quando chega em casa cheiro de xixi.
Ela disse que o coleguinha comeu seu lanche. E os dentes? Como é essa escovação?
Criança limpa e arrumada é sinal de criança feliz?
Os pais desejam filhos felizes?
Filhos que não dão trabalho?
Chegam limpos e saem da mesma forma?
A pró que tem a obrigação de arrumar a mochila?
Muitas vezes eles caem, não choram, tão pouco sinalizam que aconteceu algum fato pois não querem interromper a brincadeira e quando chegam em casa relatam.
Fatos que não são relatados aos pais pelos filhos, esses precisam saber, porém, se não houver um respeito quanto ao tratamento das questões a escola ficará sem credibilidade perante a criança.
Fonte: Texto adaptado por: Ana Maria Santiago Pimentel / Revista Avisa Lá.